Agora temos a maior empresa de celulares do mundo brigando na categoria dos modelos com tela sensível ao toque. A Nokia apresenta o 5800 XpressMusic, onde não lança todas as cartas em um aparelho top de linha, trazendo um smartphone voltado para música com um bom pacote de recursos.
Essa parece uma boa estratégia para avaliar sua atuação nesse mercado, além do desempenho do sistema operacional Symbian com a interface touch. Acompanhe nosso teste completo para saber como ficou o 5800 nesse segmento tão disputado.
Características principais
- Tela de 3,2 polegadas com resolução de 360 x 640 pixels
- Câmera de 3.2 megapixels com autofoco
- Conexões Wi-fi, GPS, 3G, Bluetooth estéreo e USB
- Serviço musical Comes With Music
- Cartão de memória de 8GB incluído
- Desenho compacto e agradável ao toque
Pontos negativos
- Não tem transmissor FM
- Não carrega a bateria por USB
- Serviço musical não é tão ilimitado assim
Construção e ergonomia
A primeira coisa que se nota no Nokia 5800 é que ele é bem leve. Além disso ele fica muito bem na mão e sua construção, apesar de toda em plástico, é bem firme e compacta. Ao usá-lo na horizontal, digitando no teclado virtual por exemplo, temos a sensação de que ele se encaixa em suas mãos.
Seu desenho é simples e bonito, com as laterais inclinadas, os cantos arredondados e o friso colorido que varia com a incidência da iluminação. Na frente o ponto negativo fica por conta da borda elevada, que sugere o acúmulo de sujeira. Em volta da tela temos os três botões na parte de baixo, dois de discagem e a tecla de menu, e acima da tela a saída de áudio, câmera secundária, sensor de proximidade, sensor de iluminação da tela e a tecla do menu multimídia, sensível ao toque.
No lado esquerdo do celular temos as entradas do cartão de memória e do SIM card. Essas entradas não foram muito felizes. A do cartão microSD é meio "funda", dificultando a colocação e retirada desse sem usar algo pontiagudo para travar ou destravar o cartão. A entrada do chip é ainda pior, sendo necessário enfiar algo como uma caneta em um buraco atrás da bateria para removê-lo.
No outro lado temos as teclas de volume, que poderiam ser mais destacadas para facilitar o uso sem ter que olhar pra elas, a tecla de bloqueio do celular, que tem tamanho e sensibilidade ótimos, e a tecla da câmera, que não é muito boa para a função, como veremos na parte de fotografia.
No topo do 5800 temos o botão Power, bem definido e com boa resposta, e as entradas para o carregador, cabo USB e fones de ouvido. A ressalva aqui fica por conta do não carregamento da bateria pelo cabo USB, que conta com uma tampa de borracha de fácil manuseio e que não atrapalha a conexão do cabo.
Na parte de baixo vemos apenas o microfone e um recesso para a retirada da tampa da bateria, esta com um acabamento emborrachado muito bom. Ela também segura a canetinha, que fica bem presa e é fácil de tirar e guardar.
A parte de trás do celular, onde se encontra a câmera, tem a tampa da bateria cobrindo toda sua extensão, com um acabamento emborrachado muito agradável e um desenho que lembra sua função musical.
A impressão geral que tivemos da construção do Nokia 5800 foi muito boa, com peso e tamanho adequados, ele é um aparelho muito gostoso de manusear.